8 erros que cometemos ao brincar com nossos filhos

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Nós pais deveríamos dedicar parte de seu tempo para brincar com nossos filhos. A brincadeira entre pais e filhos faz com que as crianças sejam mais felizes, imaginativas e tolerantes. Além disso, também costumam ter mais sucesso na escola. Não há dúvidas, brincar com nossos filhos traz muitos benefícios para o desenvolvimento dos pequenos.

Poderíamos enumerar aqui vários pontos positivos do brincar com nossos filhos em família. E, certamente, o convenceríamos com muita facilidade. No entanto, brincar com nossos filhos pode também ser prejudicial para eles, caso cometamos algum ou alguns destes erros.

Erros ao brincar com nossos filhos

1. Dirigir o jogo das crianças

Como somos o adulto da brincadeira e já vivenciamos a etapa da infância, tendemos a dirigir a brincadeira das crianças, como se tivéssemos nós que ensinar-lhes a brincar. Através do brincar é que a criança aprende. Logo, é preciso deixar-lhes brincar livremente. Para as crianças, tudo é possível em seu mundo imaginativo. As regras do jogo podem mudar a qualquer momento, segundo seus critérios.

2. Corrigir as crianças

A criança está em processo de aprendizado. A cada momento aprende coisas novas. Errar faz parte do processo de aprendizagem e de desenvolvimento. Não conseguir cumprir o objetivo do jogo pode gerar-lhe frustrações. Um dos erros que podemos cometer e corrigi-la, dizendo-lhe como fazer as coisas corretamente.

A criança precisa aprender com o erro. Eles mesmos devem ser capazes de se dar conta de seus próprios erros. Isso é importante para o desenvolvimento de sua criatividade e espontaneidade. Excesso de correções ou ajudas desnecessárias pode acabar causando problemas em sua autoestima.

Isso significa que nunca poderei ajudar meu filho? Claro que sim. Se estiverem brincando de quebra-cabeça, caso ele não consiga encaixar corretamente as peças, pode apenas recordar-lhe: “as peças do jogo só encaixam em uma determinada peça”. Nada de encaixar a peça pra ele. Nesse sentido, brincamos com, mas aprendemos a ser acompanhantes das brincadeiras.

3. Ser impacientes

A pressa já faz parte de nosso dia a dia. Como pais e trabalhadores, levamos um ritmo frenético que é incompatível com o ritmo da criança. Quando estamos brincando com as crianças, deveríamos ser capazes de ter paciência para deixar que a criança termine de falar o que deseja ou de encontrar a solução para os problemas por si mesmos.

Em caso de que tenhamos pressa, porque temos algo importante para fazer, podemos explicar-lhe à criança que precisamos nos ausentar, por exemplo. “Continue colorindo, mamãe volta em uns minutinhos”. O erro que podemos cometer é dizer-lhe: “vamos, colore logo que tenho que terminar a janta”.

4. Ignorar suas necessidades

Cada criança passa por períodos sensíveis, nos quais tem certas necessidades que devem ser cobertas. Suas necessidades vão mudando à medida que vai crescendo. Haverá o tempo em que terá necessidade de “jogar tudo pelo chão”, outras de empilhar coisas, correr, pular…

Se tratamos de cobrir as necessidades da criança, passará a se interessar por fazer outras coisas.

5. Obrigar-lhes a brincar com brinquedos que não quer

Há muitos pais que não respeitam as necessidades de seus filhos. Querem que a criança brinque com um jogo de tabuleiro, enquanto ela apenas quer correr. Há meninos que precisam de ação e estar em movimento contínuo. Logo, se você está atento a essa necessidade de seu filho, pode desfrutar muito mais da brincadeira com jogos e brinquedos que estimulem o movimento corporal.

6. Entretê-las continuamente

Esse é um erro muito frequente de nós pais. Na correria, ficamos com o sentimento de culpa por não passar mais tempo com os filhos do que gostaríamos. Por isso, podemos acabar pecando em superestimulá-los continuamente, criando um cenário atrativo para que a criança não se entedie.

Entediar-se faz com que a criança seja mais criativa. É no momento em que estão entediado que são capazes de criar e inventar coisas que lhe permitam novo entretenimento. Devemos ser capazes de dar-lhes esta opção. Assim, estamos contribuindo para que se torne um adulto capaz de encontrar soluções para os problemas que enfrente.

7. Dar-lhes brinquedos que brincam sozinhos

Brinquedos com luzes, imagens e música que brincam sozinhos. Isso deveria estar fora dos nossos planos de entretenimento para nossos filhos. Ainda abordaremos muito, em nosso blog, exemplos de brinquedos nada educativos que não favorecem a imaginação e deixam nada de margem para o desenvolvimento da criatividade. Lembremos que quanto mais faz um brinquedo, menos faz a mente da criança.

Isso não significa que todos os brinquedos que fazem tudo sozinhos devam ser 100% excluídos da vida de nossos filhos. Por exemplo, ao darmos a uma criança um celular de plástico, a criança o utilizará para o jogo simbólico de ligar para alguém.

8. Brincar sempre em espaços fechados

Para os dias de chuva, está a casa. Mas para os dias de sol… É um desperdício fechar nossas crianças em casa, não dando-lhes a oportunidade de brincar em espaços abertos. Sabemos que nossas cidades estão muito mal organizadas. Nem todos os bairros tem praças com parques infantis, ou mesmo zonas de ócio com área verde próximo as nossas casas.

Se não é possível levar as crianças para brincar em espaços abertos todos os dias, devemos esforçar-nos para proporcionar-lhes o contato com a natureza nos finais de semana. É, sem dúvidas o melhor jogo livre que a criança poderia vivenciar.

Inteligência Emocional

Na seção Inteligência Emocional aprendemos como ajudar nossos filhos a reconhecer e identificar as emoções corretamente. A partir do autocontrole emocional, a criança está preparada para vivenciar situações várias de uma maneira equilibrada. Descubra mais:

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