A violência emocional contra a criança tem raízes profundas na sociedade

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A violência emocional contra a criança tem raízes profundas na sociedade. Estamos tão acostumados a uma educação baseada em chantagens, ameaças e manipulação que muitos não vemos essas condutas como uma violência contra a criança.

Há uma grande quantidade de formas de violência emocional que fazem parte de nossas relações e as interiorizamos como algo natural, quando não o são. As mais comuns são a culpa, a chantagem e a manipulação.

Formas de violência emocional

1. Culpabilidade

Muitos já terão usado o sentimento de culpa para obrigar a criança a fazer algo que não quer. “Com tudo o que já fiz por você, deveria…” ou “Com tudo o que já me sacrifiquei por você, deveria…”. É o famoso “jogar na cara”.

2. Chantagem

A chantagem é um dos recursos mais usuais para conseguir da criança o que se quer. “Se fizer todo o dever, te dou uma bala” ou “Se tirar um 10, vai ganhar a boneca que tanto quer”.

3. Manipulação

Muitos pais tendem a manipular as crianças para obter o que desejam. “Você deveria fazer isso, se quiser ganhar o carrinho” ou “Faça bem o dever de casa, senão não brinco com você. De fato, os limites são tênues entre a chantagem e a manipulação.

O problema da perpetuidade da violência emocional é formar feridas emocionais que a criança carrega por toda a vida. Ao ver o maltrato emocional como algo normal, tende a reproduzir suas vivências nas relações com amigos ou de namorados.

Como evitar a violência emocional contra as crianças?

Coloque-se os seguintes desafios:

1. Mude

Antes de qualquer coisa, se deseja evitar a violência emocional contra seu filho, você precisa mudar. É importantíssimo que você reorganize seus conceitos de criação. Entenda que a violência não constrói pontes, ao contrário, as destrói.

2. Demonstre amor

O amor é a maior prevenção contra a violência. Relacionar-se de uma maneira afetiva, cálida e próxima a seu filho, permitirá estabelecer um vínculo sólido. Se a criança tem confiança e se sente segura com seus pais, muitos conflitos poderão ser evitados.

3. Comunicação positiva

Tenha uma comunicação positiva fluida com seu filho. Saber escutar nossos filhos é essencial. Aproximarmos de seu mundo, compreender o que sente, atuar com respeito. Essas são chaves imprescindíveis para que a relação de confiança entre pais e filhos. Seja aberto também. Se se sente triste ou chateado, comente. Assim, a criança entenderá que também pode se abrir com você quando algo estiver passando.

4. Busque ajuda

Fazer mudanças não é nada fácil. Mas não precisamos fazer nada sozinhos. Podemos buscar apoio em pessoas que estejam passando ou já tenham vivenciado essa situação. Podemos ler, informar-nos, buscar grupos com os quais compartilhar nossas dúvidas. Lembre-se de que não vale apenas ficar pensando que é possível mudar. Ter atitude é fundamental.

Disciplina Positiva

Através da Disciplina Positiva aprendemos a centrar-nos em potenciar habilidades em nossos filhos para que possam ser capazes de solucionar problemas por eles mesmos. Também reconhecemos que castigos físicos e psicológicos não são recursos que favoreçam a criar crianças com autonomia, responsáveis e independentes. Saiba mais:

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