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Limites segundo a Disciplina Positiva

limites segundo a disciplina positiva

Colocar limites segundo a Disciplina Positiva significa dizer:

  • Guiar e educar a criança e o adolescente para ensinar-lhe valores que tomam conta de seu próprio bem-estar, o dos demais e o do meio ambiente.
  • Tem que ver mais com respeito, com envolvimento, com conexão, com ser amável e firme ao mesmo tempo, mais do que com controle, rigidez, autoritarismo, consequências e castigos.
  • Nas crianças pequenas, tem o propósito de mantê-los a salvo de perigos.
  • Colocar limites, segundo a Disciplina Positiva, não é usar a equação: “Limites = a que a criança/adolescente faça o que eu digo ou quando eu digo”, mas sim é proporcionar um ambiente firme e amável ao mesmo tempo, no qual a criança/adolescente se sinta seguro e possa crescer com responsabilidade e adaptabilidade a seu entorno social.

Limites para as crianças pequenas:

Quando desejamos colocar limites nas crianças pequenas (que ainda não falam ou vão começando a caminhar), mais do que falar de coisas que devem ou não fazer, falamos das ações que os adultos sim devemos ter em conta para manter a salvo a criança pequena. São limites que tem que ver com questões de segurança, como, por exemplo, proteger tomadas, escadas, retirar objetos perigosos, etc.

Nessa etapa, o comportamento se guia retirando a criança da cena e se acompanha da ação com uma frase simples e curta do tipo “Você pode brincar aqui” (se o que quer é afastá-lo de uma escada, por exemplo). “As mãos se usam para tocar suave” (se o que quer é que a criança deixe de bater). Trata-se de enfocar a atenção no que se quer que a criança faça, no lugar de enfoca-la no que não pode fazer.

Limites para crianças em idade escolar:

Quando as crianças já falam e entendem mais coisas, podemos envolvê-los, de forma direta, na criação dos limites no lar ou na sala de aula. Está demonstrado que somos pessoas mais cooperativas quando nos convidam a participar na criação de processos, no lugar de, simplesmente, impô-los, daí a importância de envolver as crianças. Para isso, se cria uma junta familiar, onde se fala sobre o limite que se quer implementar em casa (ou na sala de aula). Os pais conversam sobre suas razões e pergunta às crianças, se podem repetir o que entenderam sobre o tema para estar todos na mesma compreensão.

Tão logo os pais dão a regra ou indicação do que esperam que aconteça e perguntam à criança que ideias tem que possam ser mais efetivas no lugar de “escutar a televisão no volume mais alto”, “correr pelos corredores da escola”, “deixar brinquedos espalhados no chão”, etc. Posteriormente, escolhem uma sugestão respeitosa e aceitável para todos e também se deixa estabelecido de antemão que acontecerá se o limite não é respeitado. Por exemplo: “os brinquedos serão recolhidos ao fim do dia”, “a televisão será desligada”, etc.

Quando um limite é transgredido, podemos também recorrer a outras ferramentas da Disciplina Positiva. A aquisição de hábitos e normas não é uma habilidade social que se aprenda rapidamente. Além disso, devemos ter sempre presente que, na Disciplina Positiva, não se trata de fazer com que as crianças “paguem” (lembremos que estão em constante aprendizagem), mas sim se trata de ajuda-los a desenvolver respeito e responsabilidade e de aprender habilidade para a vida.

Outras ferramentas da Disciplina Positiva aplicáveis a diferentes situações que também podem ser úteis são:

1. Atue sem falar

  • Pegue a criança pela mão e mostre-lhe o que deseja que faça.
  • Retire a comida da mesa sem fazer ladainha.
  • Acaricie as costas ou a cabeça da criança enquanto ignora o comportamento.

2. Use opções limitadas:

  • Você gostaria de caminhar até o carro ou quer que te leve no colo?
  • Você gostaria de comer um sanduíche ou espera o jantar?
  • Você gostaria de brincar em silêncio aqui ou no seu quarto?
  • Quando terminar de almoçar, pode comer a sobremesa.

3. Use perguntas de curiosidade:

(Para esta opção, ensine a criança sobre os processos)

  • O que temos que fazer assim que entramos no carro?
  • O que devemos fazer depois de brincar com os brinquedos?
  • Qual é o acordo sobre brincar com coisas que possam lastimar?

Limites para adolescentes:

Os limites com os adolescentes se estabelecem na reunião familiar e se fazem efetivas incorporando as seguintes variáveis fundamentais:

  1. Envolva-os.
  2. Faça acordos.
  3. De seguimento.
  4. Confie no processo e em seu adolescente.
  5. Trabalhe mais a conexão do que o controle.

Conselhos para dar seguimento, eficientemente, descritos por Jane Nelsem:

(No caso de que os acordos não se cumpram)

1. Trate de que seus comentários sejam simples, concisos e amistosos (“Vejo que não realizou a sua tarefa. Poderia fazer isso agora, por favor?)

2. Em resposta às objeções, pergunte: “Qual foi nosso acordo?”

3. Em resposta a mais objeções, feche a boca e empregue a comunicação não verbal. (Sinalize seu relógio de mão depois de cada reclamação. Sorria. Dê um abraço e volte a sinalizar o relógio). Isso ajuda a compreender o conceito de “menos é mais”. Quanto menos diga, mais eficiente será. Quanto mais diga, mais armas dará aos adolescentes para suas reclamações. Assim, ganham todo o tempo.

4. Quando o filho fizer uma tarefa (mesmo que sem vontade), diga: “Obrigada por cumprir com nosso acordo”.

Armadilhas que arruinam o seguimento efetivo:

1. Acreditar que os jovens pensam da mesma maneira que você.

2. Querer que os jovens mudem sua personalidade, não sua conduta.

3. Não chegar a acordos específicos, antecipadamente, ou fazer acordos que, na realidade, não analisou.

4. Deixar de manter a dignidade e o respeito em relação a você e a seus filhos.

* Texto de Carla Herrera, treinadora de Disciplina Positiva em Família e Primeira Infância. (Pequeño Gran Humano)

Leia também:

✔️Um lar, sem regras ou limites, será sempre um caos

✔️ Como colocar limites nas crianças com Disciplina Positiva

✔️ Diferenças entre colocar um castigo e fazer cumprir os limites

✔️ Disciplina e limites em um ambiente Montessori

Disciplina Positiva

Através da Disciplina Positiva aprendemos a centrar-nos em potenciar habilidades em nossos filhos para que possam ser capazes de solucionar problemas por eles mesmos. Também reconhecemos que castigos físicos e psicológicos não são recursos que favoreçam a criar crianças com autonomia, responsáveis e independentes. Saiba mais:

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