Não obrigue a criança a demonstrar carinho se não sente

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Diga não ao afeto forçado. Não obrigue a criança a demonstrar carinho se não sente. Ela mesma escolhe a quem e quando demonstrar seu afeto e nós adultos devemos respeitá-la.

Não devemos obrigá-la a abraçar ou beijar alguém se não o deseja. É sábia em sua decisão. Sabe, perfeitamente, o que quer. Quando a forçamos a algo que não quer, o que aprende é a mentir. Isso porque faz o que não sente. Apenas o faz para cumprir uma ordem ou um desejo de seus pais.

Além disso, ao forçar a criança a demonstrar carinho que não quer, estamos lhe mostrando que não é donos de seu corpo e qualquer adulto pode forçá-la a fazer algo, ainda que não queira.

Uma criança não tem porque se comportar como adulto. Abraçar e beijar desconhecidos ou quem a criança não quer demonstrar afeto não deve encontrar desculpa o argumento de que isso é ser educado.

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Não julgue a criança

Devemos parar de julgar a criança por não querer demonstrar carinho a determinada pessoa.

Na realidade, ainda ao 1 ano de idade a criança se torna seletiva. É ela quem passa a decidir com quais pessoas tem empatia e quais não. Pode chegar, inclusive, em determinados momentos, a recusar estar com pessoas com quem antes tinha algum vínculo afetivo.

Quando tentamos obrigar nossos filhos a beijar ou a abraçar quem não querem não respeitamos essa sua necessidade de selecionar as pessoas. Ao obriga-los, não o fazemos porque queiramos que sejam educados com os demais, mas sim porque não queremos nós adultos sermos julgados como maus pais porque não somos capazes de educar nossas crianças para serem empáticas com os demais.

Esse é o erro, pois a empatia nada tem que ver com ser capaz de dar beijos e abraços a torto e a direito. De fato, não somos donos dos corpos de nossos filhos.

Cinco motivos para não obrigar as crianças a demonstrar carinho

Em resumo, cinco motivos podem explicar por que nunca deveríamos obrigar nossos filhos ao afeto forçado:

  • Respeitar a criança. Assim como nós não demonstramos afeto a qualquer um, porque não nos sentimos bem para fazê-lo, devemos entender que a criança também não o deseja. Portanto, assim como nós, a criança tem direito de decidir a quem demonstrar o afeto.
  • Para a criança, um beijo e um abraço supõe um grau de intimidade importante. Para nós, pode ser fácil dar beijos e abraços, mas para uma criança isso pode representar uma agressão. Ela ainda não sabe ser amável com qualquer um.
  • Impedimos nossos filhos de colocar limites. Ao obrigá-los a um afeto forçado com alguém desconhecido, sinalizamos que pode se aproximar de qualquer pessoa. Ao saber colocar limites, a criança pode melhor se defender de abusos.
  • A criança deve fazer o que sente. Ao dar um beijo sem desejar fazê-lo, aprende a mentir.
  • Impedimos que sejam naturais e espontâneos na vida. Acabam aprendendo a simular algo que não sentem de fato.

Tenha sempre em conta que o que é conhecido para nós, não necessariamente é conhecido para nosso filhos. Um tio que não vemos há bastante tempo pode trazer-nos uma imensa alegria ao revê-lo, mas para a criança, ainda que seja um membro da família, não representa nada para ela.

Criação com Apego

Criação com Apego se baseia na ideia do fortalecimento do vínculo emocional entre os pais e o bebê, a fim de que seja mais seguro e confie mais em si mesmo na fase adulta. Em nossa web, você encontra uma série de discussões interessantes que podem nos ajudar a pensar melhor nosso papel de pais no processo de criação e de desenvolvimento de nossos filhos.

Disciplina Positiva

Através da Disciplina Positiva aprendemos a centrar-nos em potenciar habilidades em nossos filhos para que possam ser capazes de solucionar problemas por eles mesmos. Também reconhecemos que castigos físicos e psicológicos não são recursos que favoreçam a criar crianças com autonomia, responsáveis e independentes. Saiba mais:

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