Se não vai cumprir, não prometa

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Como pais, nunca deveríamos fazer promessas aos filhos se não vamos cumpri-las. Quando os adultos não cumprem as promessas que fazem e suas expectativas não se tornam realidade, a criança pode acabar se tornando alguém pouco sociável e bastante desconfiado. Isso se transforma em uma ferida emocional que levará para toda a sua vida, podendo afetar-lhe na fase adulta. Então, claro como água, se não vai cumprir, não prometa.

Muitos pais, com o afã de safar-se de uma situação embaraçosa em determinado momento, acabam prometendo coisas que depois não podem cumprir. Não se dão conta de que uma das piores coisas que podemos fazer como pais é criar expectativas desnecessárias que acabam causando, na criança, frustração e decepção.

Perda de confiança nos pais

O impacto emocional do descumprimento das promessas na criança pode ser grave. Uma das consequências dessa ciranda de expectativas frustradas é a perda de confiança nos pais. Ao se dar conta de que as promessas nunca são cumpridas, a criança deixa de acreditar e confiar em seus pais. Como uma cadeia de desastres, isso pode gerar a perda de autoridade.

Outra consequência é a autoestima que se vê afetada, posto que a criança pode chegar a acreditar que seus pais não o querem o bastante como para fazer valer sua palavra.

Recordando que somos o maior exemplo para nossos filhos, dos pais que não cumprem suas promessas a criança aprende que pode fazer o mesmo jogo com os demais. Pode prometer, mas não é obrigado a cumprir.

Se não vai cumprir, não prometa

Seja realista. Se não vai cumprir, não prometa. Ou seja, prometa apenas aquilo que pode cumprir.

Evite que as promessas sejam feitas em contrapartida de uma melhora de comportamento ou rendimento escolar. Se é necessário prometer a seu filho um PlayStation para que tire boas notas, ou um celular novo para que melhore sua conduta no relacionamento com os demais, deveria pensar que o que você tem diante é um grande problema. Ao final, aqui não estamos tratando mais do que recompensas.

O melhor é fazer promessas que se relacionem a coisas positivas, não com uma recompensa para melhorar algo que carece de uma educação emocional e não mesmo de objetos materiais. Atuar de forma consistente com a criança é o que permite que desenvolva um sentimento de segurança, de honestidade e de confiança que lhe permitirão relacionar-se melhor com os demais e encontrar a motivação necessária para alcançar as metas.

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