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Texto sobre Natal em família: “Meu papai é Noel”

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Ano passado, nossa filha começava a compreender que o Natal é uma data especial. Vivemos esse momento em família, com uma história cheia de emoção, risos e magia. Compartilho com vocês um texto sobre Natal e família que escrevi logo após a passagem do Papai Noel por nossa casa. Nele, conto à Laura tudo o que vivemos de especial. Esperamos que, no futuro, ela possa ler e sentir, através das palavras, toda a emoção que a nossa família viveu naquela data.

Texto sobre Natal em família: “Meu papai é Noel”

Querida filha,

Quando você ler este texto, já saberá o grande segredo do Natal que faz desta data tão especial e mágica para todas as crianças e os adultos que as rodeiam. Neste ano passamos o Natal na casa de seus avós maternos. Reunimos toda a família: vovô e vovó, tias e tio, sua prima e você. Vocês duas, as crianças da casa, aliás, fizeram desse um momento lindo para recordar por toda a vida.

Sua prima, como já tinha quase 5 anos completos, estava ansiosa pela chegada do Papai Noel. Ao visitarmos a Casa do Bom Velhinho em Penedo, pediu-lhe que passasse antes de que fosse dormir, pois desejava muito vê-lo. Ela tinha tudo muito claro: “Tia, vou ficar com os olhos bem abertos até o Papai Noel passar”.

O Papai Noel não falhou. Passou lá pelas 23h, antes de que ela dormisse. Estávamos todos sentados na sala quando, da janela, escutamos uma voz um pouco rouca que dizia: “Ho ho ho! Érica, Laura”.

Você estava em meu colo. Levantei-me e você apontou para a janela. Isso mesmo! Aos 15 meses de vida já estava fascinada pelo Bom Velhinho e pela mágica do Natal. Então, assim que apontou para o Papai Noel que se aproximava da janela gritei: “Papai Noel! Papai Noel!”.

Sua tia Kamila, mostrando-se assustada, pulou do sofá e começou a gritar como louca. A emoção do Natal tomava conta da nossa família. Tia Karen se aproximou da janela procurando pelo Papai Noel. Seus avós ampliavam o coro “cadê o Papai Noel”. Nossos olhares se voltaram para Érica, nossa pequena que havia passado todo o dia acompanhando a trajetória do Papai Noel pelo mundo através do site do Google.

Ela foi tomada de uma emoção tão incrivelmente deliciosa que nos emocionamos ao vê-la levar a mãozinha à boca de incrédula e ver seus olhinhos brilharem. Finalmente havia chegado o momento de ver o Bom Velhinho trazer seu bebê conforto da Baby Alive.

De repente o Papai Noel entrou em casa pela porta dos fundos. Ouvimos todos um “Ho Ho ho”. Érica gritava de tanta felicidade e apontava para ele: “Olha, Papai Noel. Tia, mãe, é Papai Noel. Está aqui.” Tentava dizer à sua mãe que o Papai Noel estava ali, que não era um sonho. Tudo era real.

Como num passe de mágica, o Bom Velhinho desapareceu. Teria que entregar presentes em outras casas. Levamos vocês duas para a varanda. Queríamos ver se conseguíamos ver o trenó do Papai Noel sobre a nossa casa. Mas já era tarde. Papai Noel era muito rápido. Precisava seguir sua missão. Na nossa varanda um monte de presentes foram deixados.

Antes de ir, Papai Noel deixou uma carta pedindo à Érica que distribuísse os presentes para todos da família e que já podia comer as bolas de chocolate da árvore de Natal.

Presentes abertos, perguntamos se havia gostado do presente do Papai Noel. Tomada de uma madurez infantil, nos disse: “Sim”. Virou-se para sua mãe e disse: “Mamãe, mamãe, amanhã vou contar pra todos os meus amigos da escola que vi o Papai Noel”. Sabe de nada, inocente. Ela estava de férias. Teve que esperar até fevereiro para contar a seus amigos o que havia passado.

Você ganhou uma boneca da Mônica. Colocou-a no bebê conforto e foi brincar. Érica, na verdade, nem ligou para o brinquedo que tanto esperava ganhar. Para ela, o mais importante era ter visto o Papai Noel.

O segredo do Natal

O seu papai era o Noel. Ele entrou pelos fundos porque a porta da varanda estava trancada. Ele desapareceu como num passe de mágica porque a calça caia e a barba se soltava. Além disso, queríamos que Érica visse Papai Noel sem que descobrisse a verdadeira identidade. Os presentes apareceram na varanda porque nós os colocamos enquanto você e sua prima tomavam banho. E não vimos o trenó, não porque fosse silencioso, mas porque ele realmente não existia. Mas tudo isso não é o segredo do Natal.

O verdadeiro segredo é que juntos, em família, pudemos construir momentos especiais e cheios de magia. Mesmo adultos, podemos voltar a ser crianças e, desde essa mirada ingênua e infantil, viver essa data tão bonita. Essa troca deliciosa é, para todos nós, um momento de transformação e recomeço. Você e sua prima nos ensinaram, mais uma vez, que o impossível pode ser possível. Basta acreditar!

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