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Lendas indígenas para ler para as crianças

Lendas indígenas

As lendas indígenas nada mais são que narrativas usadas pelos índios para doutrinar. Muitas das histórias se construíam em um ambiente misterioso e fantasioso da floresta e contavam a coragem dos antepassados para lutar pela preservação da cultura indígena. 

As lendas indígenas brasileiras se tornaram populares em todas as regiões do país, passando a fazer parte do nosso folclore. É muito importante que conheçamos as lendas indígenas do Brasil para poder transmitir às nossas crianças um pouco de um dos pilares de nossa cultura. 

Por aqui, reunimos as lendas e os mitos indígenas que fazem parte de nosso folclore. Nesse post, você encontra o resumo das histórias e também daremos dicas de atividades para trabalhar as narrativas em distintas atividades para o Dia do Índio. Ao todo, selecionamos 26 lendas indígenas brasileiras super interessantes.

lendas indigenas boitata

Outra das lendas indígenas muito conhecidas é a do Boitatá. O termo de origem tupi-guarani é usado para designar o fenômeno do fogo fátuo. Quando ocorre a decomposição da matéria orgânica (vegetação ou animais mortos), liberam-se gases que se inflamam em contato com o ar. As correntes de ar causadas pela passagem de uma pessoa na proximidades do fogo, podem fazer com que as chamas se desloquem criando a imagem de uma cobra de fogo que a persegue.

Embora existam varias versões para a lenda, a mais conhecida delas é a serpente de fogo que protege a floresta. Conta-se que uma cobra, adormecida durante muito tempo, acordou faminta e, para saciar a fome, comeu os olhos dos animais que encontrou pelo caminho. Assim se transformou em uma cobra de fogo que assusta quem quer que faça mal à floresta durante a noite. 

Lendas indígenas Boto

Não está bem certo de que a lenda do boto tenha a origem indígena, mas sim que é uma lenda da Região Norte do país. É uma lenda contada para justificar uma gravidez de uma mulher solteira. Por quê? Bom, o boto rosado se transforma em um rapaz elegante vestido de branco e com um chapéu na cabeça que cobre o grande nariz. O chapéu nunca desaparece para preservar sua identidade. 

Conta a lenda que o jovem, após a conquista, levava as belas moças para a beira de um rio e as engravidava. Antes de a madrugada chegar, o rapaz mergulhava no rio onde voltava a ser um boto. Não é por menos que, nos bailes da região, quando um rapaz desconhecido aparece em uma festa usando chapéu, recebe a solicitação de tirar o acessório para que se garanta não se tratar de um boto.

Lendas Indígenas Caipora

Caipora é uma entidade da mitologia tupi-guarani que quer dizer “habitante do mato”. No nosso folclore é representado por um índio de pele escura, pequeno e rápido, feio e cabeludo, que vai sempre nu e fumando um cachimbo. Vive montado em uma espécie de javali e carrega uma varaSua função é proteger a floresta, os rios e as cachoeiras. 

Conta a lenda que, quando um caçador se aproxima, o caipora pressente sua chegada através do vento que move seu cabelo. Isso faz com que saia correndo montado no javali, fazendo muito barulho para espantar os animais de caça. Assobia, estala galhos e faz zigue-zague para confundir e desorientar o caçador. A única forma de desequilibrar o Caipora, seria deixar fumo de corda no tronco de uma árvore e dizer “Toma, Caipora, deixa eu ir embora.” O Caipora seria o primo de Curupira, que também protege os animais da floresta. Essa é uma das lendas indígenas mais populares.

Lendas indígenas Capelobo

O Capelobo é uma espécie de lobisomem indígena. Seu corpo é uma mistura de ser humano com animais. Tem o corpo de homem, focinho de anta ou de tamanduá e pés de girafa. Ele vaga pela noite em busca de alimento pelas matas próximas aos rios e em regiões de várzeas. Muito rápido, o Capelobo tem uma vida ativa durante la madrugada, alimentando-se de cães e gatos recém-nascidos. Além disso, ataca caçadores, matando-os e bebendo seu sangue. A única forma de acabar com esse monstro é dando um tiro certeiro em seu umbigo.

Lendas Indígenas Cobra-grande ou Boiuna

A Cobra-grande, também conhecida como boiuna, Mboi-Una (cobra negra), mãe-do-rio ou senhora-das-águas é um mito amazônico de origem ameríndia. Ela mora entre as rochas dos rios e lagoas, de onde sai para afundar as embarcações. Tem poderes para gerar trovões, lançar raios e fazer chover. Também imita as formas das embarcações, fazendo naufragar os barcos. 

Lendas Indígenas Curupira

Curupira é um personagem da mitologia tupi-guarani para se referir a um protetor das matas e dos animais silvestres. Trata-se de um anão de cabelos vermelhos e compridos com pés virados para trás, que fazem se perder aqueles que tentam seguir seus passos. Assim como o Caipora, monta em um porco do mato e castiga a todos que não respeitam a natureza. A ele eram atribuídos os desaparecimentos dos caçadores e viajantes nas florestas. Os índios tratavam de agradar o Curupira, deixando-lhe oferendas nas clareiras, tais como penas, esteiras e cobertores. O Curupira é uma das mais famosas lendas indígenas e parte no folclore brasileiro.

Lendas Indígenas do Diamante

Conta a lenda do diamante que, em uma tribo indígena vivia um casal feliz, Itagibá e Potira. Certo dia, a aldeia foi atacada e Itagibá teve que ir à guerra junto a outros guerreiros. No dia da partida, os índios subiram na canoa e seguiram rio acima. Potira ficou à beira do rio esperando o retorno do amado. Muitos dias se passaram até que a embarcação apontou no horizonte. Ao vê-la, Potira foi tomada de uma grande emoção, já que Itagibá estaria entre eles. 

No entanto, foi surpreendida ao descobrir que o marido não havia regressado do combate. A índia se desesperou e começou a chorar muito. Triste, caiu na areia da praia e começou a soluçar sem parar. Tupã, deus dos índios, comovido pela dor da moça, transformou suas lágrimas em diamantes que só podiam ser descobertos entre os cascalhos e a areia do rio.

Lendas indígenas do Guaraná

Conta a lenda do guaraná, que, esse fruto surge como os olhos de um indiozinho que morreu ao ser picado por uma cobra. Isso porque esse era um índio muito querido da tribo e, por isso, considerado um futuro grande guerreiro. O deus da escuridão, Jurupari, teria ficado com inveja e decidiu matar o menino. Certo dia, enquanto a criança colhia frutos na floresta, Jurupari se transformou em uma serpente e o atacou. 

Quando os pais do menino se deram conta de sua morte, choraram muito. Uma forte tempestade se formou e a mãe do menino entendeu que o deus Tupã desejava que enterrassem os olhos do menino. Deles nasceu uma árvore, cujo fruto é conhecido como guaraná.

Lendas Indígenas Iara

Iara é a rainha das águas. Também é conhecida como Uiara ou Mãe-d’água. Essa linda sereia que vive no rio Amazonas tem a pele parda e longos cabelos verdes e olhos castanhos. Conta a lenda que a jovem tupi era a mais formosa índia das tribos que habitavam as margens do Amazonas. Era amada por todos os animais e plantas. No entanto, era indiferente aos admiradores da tribo. Em uma tarde de verão, após o por-do-sol, Iara continuava banhando-se quando foi surpreendida por um grupo de homens estranhos. Ela não conseguiu fugir e foi agarrada e amordaçada. Ela desmaiou, foi violentada e jogada ao rio. O espírito das águas transformou seu corpo em um ser duplo. Continuaria humana da cintura para cima e peixe da cintura para baixo. Foi assim como passou a ser uma sereia. Seu canto atraía os homens de maneira irresistível. Ao ouvirem, os homens se sentiram hipnotizados. Ao verem a bela sereia, se aproximavam do rio e eram arrastados para suas profundezas, de onde nunca mais voltavam. Essa é, sem dúvidas uma das lendas indígenas mais conhecidas.

Lendas indígenas Jurupari

Jurupari é um figura mitológica indígena. Embora tenha várias versões, a lenda mais conhecida conta que Jurupari seria o deus da escuridão e do mal que visitaria os sonhos dos índios, assustando-os com pesadelos e presságios de perigos horríveis, impedindo, que as vítimas gritassem. Sua figura é medonha, está sempre rindo e é muito cruel e vingativo.

Lendas Indígenas Kuat e Iaè

Kuat e Iaê é uma lenda indígena da tribo amazônia Mamaiu. Conta-se que no começo do mundo, era sempre noite e as tribos viviam com medo eterno de serem atacados por animais selvagens. A luz nunca chegava aos Mamaius porque as asas dos pássaros tapavam o sol. Foi então que Kauat e seu irmão Iaê decidiram roupar luz do deus abutre Urubustsin, o rei dos pássaros. 

Os irmãos se esconderam em um cadáver e esperaram, atentamente, que os pássaros se aproximassem. No momento em que o rei Urubutsin aterrissou, Kuat agarrou as pernas do abutre. Sem condições de fugir, o rei se viu obrigado a aceitar compartilhar a luz do dia com Kuat e Iaê. Dessa forma, combinaram que a luz duraria metade do dia. É, assim, como Kuat é associado ao Sol e Iaê à Lua.

Lendas indígenas Mandioca

Lenda da Mandioca

A lenda da mandioca narra a origem de um dos alimentos mais consumidos pelos povos indígenas. Conta a lenda que uma índia tupi deu à luz uma menina chamada Mani. A indiazinha tinha a pele branca e vivia feliz brincando. Era muito amada por todos, já que sempre transmitia alegria por onde passava. No entanto, certo dia, Mani ficou doente e toda a tribo muito preocupada e triste. O pajé foi chamado e, mesmo depois de tantos rituais de cura e rezas, não conseguiu salvar a vida da querida menina. Os pais de Mani decidiram enterrar o corpo da menina dentro da própria oca, cumprindo uma tradição da tribo indígena tupi. O local onde a menina foi enterrada foi regado pelos pais, com água e lágrimas. Passados alguns dias, nasceu dali uma raiz marrom por fora, mas bem branquinha por dentro, da mesma cor da índia Mani. A raiz ganhou o nome da junção de Mani e oca, ou seja, Mandioca.

Lendas Indígenas Mapinguari

Mapinguari é uma criatura lendária coberta de um longo pelo vermelho que vive na floresta amazônica. É parecido a um macaco, mais alto que um homem, tem um grande focinho que lembra o de um cachorro, pele de jacaré, um ou dois olhos, garras pontiagudas e capaz de exalar um mau cheiro muito forte. Esse monstro apenas poderia ser morto com uma pancada na cabeça. Como essa é uma lenda que persiste nos dias de hoje, pesquisadores acreditam que sua figura tenha surgido dos contatos dos homens primitivos com as preguiças gigantes que habitaram a região.

Lendas Indígenas Matinta Pereira

Matinta Pereira é um personagem lendário. Trata-se de uma velha bruxa que, à noite, se transformaria em um pássaro agourento que posaria sobre muros e telhado das casas. Ali, começaria a assobiar e não pararia até que o morador, já enfurecido com o contínuo barulho, prometer-lhe-ia algo para que parasse. Poderia ser tabaco, café, cachaça ou peixe. Conta, ainda, a lenda que, Matinta para e voa. Mas, no dia seguinte, volta à mesma casa e volta a cobrar o prometido. Caso o morador lhe negue, uma desgraça aconteceria em sua casa. 

Lendas Indígenas Muiraquitã

Há duas versões para a lenda do Muiraquitã. Segundo a primeira versão, as índias Icamiabas eram mulheres guerreiras, sem marido, que viviam no Baixo Amazonas. Uma vez por ano, nas fontes do rio Nhamundá, na serra Yacy-taperê (serra da lua), onde havia um lago, Yacy-uaruá (espelho da lua), faziam uma festa em nome de Iacinará ou Iaci, a lua. Após dormirem com os Guacaris, homens de outra tribo convidados para a festividade, as índias mergulhavam no lago de onde traziam um barro esverdeado com o qual modelavam muiraquitãs, que eram oferecidos como amuletos aos guacaris.

A outra versão, segundo os índios Uapés, conta que, à margem do rio, havia um lago onde vivia uma anciã, a mãe do muiraquitã. Certa manhã, ela teria se transformado em serpente, tendo sido morta por um homem. O rio inundou, imediatamente, afogando toda a tribo, restando apenas a marca da anciã, o muiraquitã.

Lendas Indígenas Peixe-Boi

A lenda indígena do Peixe-boi é narrada pelos habitantes do vale do Rio Solimões, no Amazonas. Conta que, por ordem de Curumi, foi realizada uma grande festa para uma jovem moça. O pajé mandou que a moça nova e o Curumi mergulhassem nas águas do rio. Quando o fizeram, o pajé jogou sobre cada um deles uma tala de canarana. Quando retornaram à superfície, o casal havia se transformado em peixe-boi. Dessa união nasceram todos os outros peixe-boi. E seria por isso que esses animais se alimentam de canarana. 

Lendas Indígenas Pequi

Conta a lenda do pequi que, em uma tribo indígena vivia um casal feliz. A índia Tainá-Racan era a  mais bonita de todas e seu marido Maluá era um bravo guerreiro. Ela tinha um jacaré de estimação. Logo, o único que lhe faltava era ter um filho. Por isso, pediram ao deus Cananxiué que atendesse suas preces. Pedido atendido, o filho Uadi nasceu e se destacou por sua inteligência e força. Mas algo intrigava a todos. Seu cabelo era louro. Para evitar fofocas, Mauá explicou a todos que Cananxiué era o verdadeiro pai. 

Certo dia, Maluá deveria partir para a guerra. Ao se despedir do filho, este lhe comunica que também partiria em breve. Enquanto se falavam, uma arara vermelha posou na árvore e pediu a criança. Era o deus Cananxiué que teria vindo buscar seu filho. 

Tainá-Racan se desesperou, chorando três dias e três noites. O jacaré, muito triste, pediu ao deus que devolvesse o menino. Cananxiué disse ser impossível, mas explicou que uma árvore germinaria com frutos doces e amarelos como o cabelo de Uadi. A cada floração os pais da criança iriam conceber uma criança que seriam os novos filhos do casal. Assim teria surgido o pequizeiro, considerado um remédio poderoso para os que desejam ter filhos. Essa é uma das lendas indígenas que resgatamos e adoramos colocar por aqui!

Lendas Indígenas Pirarucu

O pirarucu é um peixe de águas doces que pode chegar a três metros de cumprimento. A lenda diz que o Pirarucu era um guerreiro das tribos Uaias e um jovem muito vaidoso. Ele adorava se gabar de ser filho do chefe da tribo. Vivia falando mal dos deuses cultuados por seu povo e, quando seu pai se ausentava da tribo, matava pessoas sem motivo aparente. Certa vez, o deus Tupã, enfurecido com as atitudes de Pirarucu, mandou uma forte tempestade enquanto o jovem pescava no rio Tocantins. Todas as demais pessoas que estavam próximas conseguiram fugir, mas o jovem, sentindo-se superior, zombou da tempestade. Pirarucu caiu no rio, transformando-se no peixe.

Lenda do Sol

Segundo conta a lenda do sol, Kuandú é um homem pai de três filhos. Ele representa o sol e cada um de seus filhos também representa um sol. Cada qual com características distintas. Um deles é o sol que aparece sozinho e é o mais forte dos três. O outro aparece em tempos mais úmidos e chuvosos. Já o terceiro é o sol que surge quando os irmãos estão cansados.

Tendo sido ferido pelo índio que teria matado o pai de Kuandú, o dia escureceu, fazendo com que os índios não pudessem trabalhar para sua sobrevivência. No lugar de Kuandú, sua esposa mandou que os filhos clareassem o dia. Um tentou mas não conseguiu, cedendo lugar ao outro irmão que, também não conseguiu. Cansado, deu lugar ao irmão mais novo. Foi assim que conseguiam manter o dia claro, revezando no trabalho.

Lendas Indígenas Vitória-Régia

Uma das lendas indígenas mais conhecidas é a da Vitória-Régia, de origem tupi-guarani, que explica o surgimento da planta aquática, símbolo da Amazônia. Conta a lenda que, a lua Jaci, para os índios, era a deusa que, no despontar da noite, beijava e enchia de luz os rostos das mais bonitas moças virgens da aldeia. Aquelas que eram de sua preferência eram transformadas em estrelas do firmamento.

Naiá era uma linda jovem da tribo que sonhava com o encontro e mal podia esperar pelo momento em que seria chamada por Jaci. Não se importava que, depois de seduzida, se tornasse uma estrela no céu. 

Certo dia, parou para descansar à beira de um lago, onde viu refletida a imagem da deusa amada. A imagem da lua refletida em suas águas. A lua, compadecida, quis recompensar o sacrifício da jovem e decidiu transforma-la em uma estrela diferente de todas as que brilham no céu. Transformou-a na “estrela das águas”, única e perfeita, que é a planta vitória-régia. Assim surgiu uma linda planta cujas flores perfumadas e brancas só abrem à noite. Ao nascer do sol ficam rosadas. 

Lendas indígenas Tucumã - Surgimento da noite

A lenda de Tucumã narra o surgimento da noite. No começo do mundo, não havia noite. Mais bem, existia a noite que pertencia a uma enorme serpente que a mantinha no fundo das águas. A filha da serpente se casou, mas sem a noite, não conseguia consumar o casamento. Foi assim que exigiu que a noite viesse, para que pudesse se deitar. A serpente recebeu o pedido do casal com indiferença. Ainda assim, entregou-lhes um coco de Tucumã, lacrado com cera de abelha, dizendo-lhe que ali estava o que haviam ido buscar. Entretanto, não deveriam abri-lo pois a noite poderia escapar. 

Na volta, os índios perceberam que do coco saíam barulhos de sapos e grilos. Muito curioso, um dos índios convenceu os companheiros a abrir o fruto. Derreteram, então, a cera e a noite saiu através do coco, escurecendo o dia.

A filha da serpente se aborreceu, pois isso significa que deveria descobrir como separar o dia da noite. Ao surgir a grande estrela da madrugada, criou o pássaro Cujubim, ordenando a ele que cantasse para que nascesse a manhã. Depois criou o pássaro Inhambu, que deveria cantar à tarde, até que viesse a noite. E ainda criou os outros pássaros para alegrar o dia, diferenciando-o da noite. 

Por fim, decidiu que os mensageiros desobedientes se transformassem em macacos de boca preta (devido à fumaça) e risca amarela (pela cera derretida). Dessa forma, a filha da serpente pode, finalmente, deitar e todos os seres puderam dormir. 

Lendas indígenas Uirapuru

Certa vez, um jovem guerreiro se apaixonou pela esposa do cacique. Como não podia se aproximar dela, pediu ao deus Tupã que o transformasse em pássaro. Tupã fez dele um pássaro de cor vermelho-telha que, toda noite, ia cantar para sua amada. Quando cacique notou seu canto tão bonito e fascinante, tentou perseguir a ave para prendê-la. O uirapuru voo para muito longe atraindo o cacique que o perseguia. O chefe da tribo se perdeu no meio das matas e igarapés, não conseguindo retornar mais à aldeia. O lindo pássaro sim, passou a voltar sempre, cantar para sua amada e ir embora, esperando que um dia ela descobrisse seu canto e seu encanto.

Que outras lendas indígenas você conhece? Escreva para a gente ([email protected]). Será um prazer inclui-la aqui. 

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Na seção História Infantil, conheça mais sobre o universo da leitura infantil. Há dicas de livros infantis, contos, fábulas, lendas, parlendas, poemas, literaturas de cordel… Além disso, dicas de recursos lúdicos para a contação de histórias. Todo um mundo de possibilidades para incentivar o gosto pela leitura na infância.  É uma oportunidade única de formar sua pequena biblioteca, selecionando livros infantis interessantes.

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