Através das experiências que os bebês, meninas e meninos vão transitando, adquirem ferramentas para a vida. Logo, dependendo de como resolvam um “problema”, da ajuda que recebam, as oportunidades que se facilitem, vão alcançar menor ou maior regulação refletida no comportamento.

Para nada isso quer dizer que vão se comportar bem ou mal. Esse é um conceito adulto, já que os meninos e meninas fazem o que aprendem, fazem o que sai deles, fazem o que imitam, fazem o que podem.

Para isso, o adulto joga um papel fundamental: o de favorecer oportunidades cuidadas. Porque, precisamente, o limite não é proibir, mas sim cuidar da segurança da criança.

Se não lhes permitimos errar, experimentar, romper, lançar, misturar, lamber, tocar, acariciar, tentar, menos serão as experiências que vivenciam e maior será a frustração quando não consigam o que desejam.

Dizer-lhes muitos NÃOS não educa, mas sim frustra.

NÃO a tudo quer dizer que há um mundo aí, ao alcance da mão, ao qual não podem acessar. Quartos luminosos e cheios de cores e botões que o bebê ou criança pequena não pode tocar, “porque não”. Quanta frustração!

Poder adequar os ambientes cotidianos para que explorem de maneira segura, facilita a compreensão dos NÃOS que cuidam, que já não serão tantos, mas sim mais específicos.

Como podemos saber quando um bebê ou criança não está regulado, temporal ou permanentemente?

Chora muito e por tudo, bate ou se bate, joga objetos, pede colo todo o tempo ou recusa ser abraçado. Ele sempre nos faz saber.

Que podemos fazer?

Tentar descobrir o que aconteceu para que se desregulem. Talvez perderam a confiança por algo que fizemos ou dissemos. Talvez insistimos muito com algo que não queriam. Talvez não podemos dedicar-lhes atenção plena, ainda que seja um momento do dia por causa do trabalho ou das obrigações diárias que temos.

Utilizar medidas antecipatórias, explicando o que vai passar a seguir, tanto se vai tomar banho, se estão preparando a janta, se tem que trocar a fralda, se papai ou mamãe vão se ausentar e deve ficar ao cuidado de outra pessoa. Isso reduz a ansiedade, porque não dão de cara com a surpresa, mas já sabem o que ocorrerá porque um adulto lhes avisou com tempo.

Dizer-lhes que entende, que sabemos que está chateado, mas que não vamos permitir que nos peque, se pegue ou quebre algo e possa se machucar.

Costumamos pensar que são pequenos para nos entender ou fazemos explicações longas como se fossem grandes. Ambas as coisas não são necessárias. Tampouco é necessário explicar-lhes tudo, explicar demais, mas sim antecipar. Quando isso começa a se implementar, a desregulação diminui. A inteligência emocional é colocar-se no lugar do outro e entende-lo sem julgar, sem perguntar porque fez tal ou qual coisa. Às vezes eles nem sabem o porquê.

As crianças nunca deveriam duvidar que são amados incondicionalmente por sobre todas as coisas.

* Texto de Laura Diz. Tradução livre.

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