Criação com ApegoEducação Emocional

Orgulho de ser mãe e pai: E se eu pudesse criar meu filho outra vez…

se eu pudesse criar meu filho outra vez

Muitas mulheres e homens s sonham em ter um filho. Quando finalmente recebem a benção de ter nos braços o tão desejado filho, se veem diante de uma série de situações difíceis. Devem ser capazes de encontrar, em sua bagagem de vida, recursos para educá-lo com amor e firmeza. Tarefa essa que não é nada fácil. Felizmente, hoje há muita informação. Na internet mesmo encontramos fóruns, grupos e webs (como a nossa) que se dedicam à criação e educação das crianças.

Ser mãe ou pai pela primeira vez é uma emoção única. Mas também o mais grande desafio que podemos enfrentar. Buscamos dar nosso melhor e tomar as decisões mais adequadas. Muitas vezes, pensamos no futuro e projetamos como gostaríamos que nosso filho fosse. Contudo, o futuro não nos pertence. E, por pensar no mais adiante, deixamos de viver o hoje.

Esquecemos que tudo o que fazemos refletirá, no futuro, no sujeito que estamos educando. Talvez, bastasse que fossemos o melhor exemplo para nossos filhos, para que aprendessem de nossas condutas e, assim, se tornasse um ser maravilhoso no futuro.

Onde foi que errei?

É comum que os pais se perguntem “onde foi que erraram?”. Por exemplo, quando o filho vai mal na escola, ainda que tenha pagado uma boa escola, escola particular. Provavelmente lhe tenha dado todos os recursos para recuperar a nota. Então, por que não consegue tirar uma nota acima da média?

Também há pais que, ao verem os filhos no mundo das drogas ou do alcoolismo, se perguntam onde erraram? Em que momento não se deram conta do momento em que as adoráveis crianças tinham ido para um caminho indesejado.

Apenas para dar um exemplo mais concreto… Uma tia da família tem enfrentado um problema sério em casa. O filho menor, de 15 anos, decidiu abandonar a escola. Ela ficou bem triste, sobretudo porque se empenhou pagando professores particulares e motivando-o tudo o que podia. Outro dia, quando esteve com nossa filha Laura, brincando e se divertindo muito, afirmou:

– Aproveite muito esta fase. Abrace muito, beije muito, brinque muito. Eu com meu filho não consegui construir o vínculo. Ele não consegue me dar sequer um abraço. Muitas vezes lhe peço, mas é muito fechado… A fase que mais sinto falta é esta de quando era bebê. Como trabalhava, quase não podia ficar com ele…

Enfim, talvez a resposta para o problema esteja aí. A falta do vínculo e de não saber como construí-lo nos momentos que estiveram juntos, pode ter sido responsável pela insegurança e falta de confiança do filho. O poder do abraço é indiscutível. Melhora a autoestima, fortalece o vínculo, favorece a saúde emocional. Quando isso falta na fase infantil, é provável que, já adulto, não saiba autorregular suas próprias emoções, não se autoconheça, e não saiba valorizar suas próprias habilidades e capacidades.

Se eu pudesse criar meu filho outra vez…

O texto de Diana Loomans, Se pudesse criar meu filho outra vez, nos convida a uma bonita reflexão sobre o quanto nos privamos de viver momentos tão bonitos com nossos filhos em nome de dar-lhes uma educação rígida e estrita. Tudo isso quase sempre em nome de dar-lhes um futuro brilhante. Deixamos de desfrutar de sua presença a nosso lado porque estamos tomados por nossos medos e inseguranças.

Leia o bonito texto:

Se pudesse criar meu filho outra vez,

Pintaria mais com os dedos,

E apontaria menos com o dedo.

Corrigiria menos e conectaria mais.

Deixaria de olhar o relógio

e usaria meus olhos para olhar além.

Me importaria menos saber,

E saberia o que é importante.

Passearia mais e soltaria mais pipas.

Faria menos a séria e brincaria mais sério.

Correria mais pelos campos e observaria mais as estrelas.

Daria mais abraços e menos broncas.

Seria menos firme mais vezes e afirmaria mais.

Construiria a autoestima primeiro e a casa depois.

Ensinaria menos sobre o amor pelo poder,

E mais sobre o poder do amor.

          Diana Loomans

Orgulho de ser mãe

Nós desfrutamos de cada momento da presença de Laura em nossas vidas. Dançamos, cantamos, gritamos, pulamos… ao lado dela é como voltamos a ser criança. Muitas vezes, quando temos que tomar decisões pensando no melhor para ela, e essas são muitas a cada dia, nós o fazemos pensando em seu presente, esperando que os resultados sejam positivos no futuro. Para não deixar que nossos medo e insegurança estarem no controle, pensamos no melhor para ela no presente. O futuro deveria ser apenas um espelho do que vivemos no momento aqui e agora.

Temos orgulho de ser mãe e pai. Sabemos que não há uma educação perfeita. O caminho é longo. Acertos e erros são os ingredientes essenciais dessa história de pais e filhos. Sabemos, contudo, que é preciso construir uma trajetória onde não falte amor, confiança, proteção e firmeza.

Ter orgulho de ser mãe e de ser pai é isso. É não julgar os erros cometidos. É aceitar que a vida é um quebra-cabeça sem fins. É aceitar que os caminhos da vida são muitos e as decisões são sempre exclusivas de seu dono. Podemos dar o melhor suporte emocional e material a nossos filhos, mas eles são sujeitos autônomos e, mais cedo ou mais tarde, começarão a traçar sua própria trajetória a partir de suas escolhas.

Cabe a nós manter nosso orgulho de ser mãe e de ser pai. Estar ao lado. Mostrar-se disponível. É preciso que nossos filhos saibam que, ainda que possam ir por caminhos que não estavam nos nossos planos, estamos a seu lado para apoiar e ajudar.

Posts relacionados

A história de Zumbi dos Palmares

Os três primeiros anos de vida, por Maria Montessori

Texto sobre Natal em família: "Meu papai é Noel"

Texto sobre a primavera para as crianças

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *