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Palavras que causam problemas de autoestima nas crianças

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Todos queremos educar nossos filhos para que sejam emocionalmente são e felizes. Um de nossos retos é trabalhar para que tenha uma boa autoestima, o que lhe faz sentir capaz de realizar tarefas e relacionar-se com outras pessoas. No entanto, se não o fazemos de forma efetiva, acabaremos por ocasionar-lhe vários problemas de autoestima.

Através de nossas condutas, contribuímos para polir sua personalidade. A maneira como nos comportemos e a forma como os tratemos influirá, e muito, a sua forma de ser.

Dessa forma, tudo o que lhes digamos será determinante para eles. Nossas palavras se refletirão em seu comportamento, pois sua mente grava o que dizemos e isso ajuda a formar o conceito que terão sobre si mesmos.

Não é que devamos andar na ponta dos pés com nossos filhos como se fossem bonecas de cristal, frágeis e prontas para se quebrar por qualquer coisa. Devemos ser firmes e colocar limites, mostrar-lhes nossos sentimentos, mas tendo em conta de que uma palavra, que acreditamos ser inofensiva, pode gerar problemas de autoestima. Há modos e modos de dizer o mesmo, sem criar-lhe muita expectativa e, ao mesmo tempo, sem criar neles sentimentos de culpa, temor ou ódio.

Evite dizer estas frases a seu filho e eduque-o para ser emocionalmente são.

Problemas de autoestima e como evitá-los

Etiquetar

Se constantemente etiquetamos nossos filhos, terminarão por acreditar, pois isso projetam o que devem entender que são, ainda que não o sejam. Insistir em etiquetas faz com que aceitem esse pré-conceito como parte de seu caráter e não se sintam capazes de mudar essa ideia sobre si mesmos.

Estas frases condicionam o comportamento negativamente e criam sentimentos de insegurança:

  • Você é o mais lindo de todos!
  • Que mentiroso você é!

Você deveria dizer:

  • Acho que você é lindo!
  • Não posso confiar em sua palavra se o que você diz não coincide com o que você faz!

Chantagear

Ao chantagear estamos culpando as crianças por atos alheios a eles e lhe fazemos acreditar que são responsáveis por tudo o que ocorre de negativo. O sentimento de culpa excessiva pode chegar a inibir a adoção de decisões e comportamentos autônomos, já que o medo a ofender-nos ou a irritar-nos passa a dominar o seu ser.

Chantagens como estas são negativas:

  • Um dia você vai acabar me matando!
  • Se você se for, vou sentir saudades e estarei muito triste!

Podemos dizer o mesmo assim:

  • Desculpe-me por ter gritado com você.
  • Estou muito cansada, mas te prometo que vou controlar meu temperamento. Divirta-se!

Negar ou condicionar o amor

Como nos equivocamos ao ignorar ou desprezar nossos filhos. Quando o fazemos, o único que conseguimos é que pensem que não são amados e esse sentimento pode trazer-lhes problemas para se relacionar com outras pessoas. Para serem crianças felizes e realizadas, precisam saber que seus pais os amam.

Então, evite dizer-lhes frases assim:

  • Sai daqui! Não está vendo que estou ocupada?
  • Assim você me dá vergonha!

Melhor poderíamos dizer-lhes:

  • Querido, sei que precisa de ajuda. Pode esperar um pouquinho? Preciso terminar o que estou fazendo!
  • Eu te amo muito. Sei que você está irritado, mas não gosto que você faça isso!

Ser perfeccionista

As crianças não entendem de competição. Somos nós que exigimos muito delas. Queremos que sejam as melhores e que se destaquem entre os demais. Ao exigir-lhes tanto, o recado que lhe comunicamos é que não é tão bom e, por isso, deve melhorar.

Daí que evitemos dizer-lhes assim:

  • Tirou um 9? Tenho certeza de que não estudou o suficiente.
  • Não me peça nada se não tirar um 10 na prova de matemática.

Melhor estaria dizer-lhes:

  • Muito bem! Vejo que você se esforçou!
  • Acho que você deve estudar mais. O que você acha?

Comparar

Quando insistimos em comparar nossos filhos com os demais, e mesmo entre eles, conseguimos que criem ressentimentos e rivalidades, tanto se são comparações positivas ou negativas.

Não lhes diga isto:

  • Sua irmã estudava muito quando tinha a sua idade.
  • Você joga futebol melhor que seu irmão.

Substitua por:

  • Suas qualificações são boas! Siga estudando.
  • Como você joga bem o futebol!

Agredir verbalmente

Uma das formas de maltratar nossos filhos é agredindo-os verbalmente, repetindo constantemente más palavras. A autoestima vai por água abaixo.

Não lhes digas:

  • Maldito seja! Por que não pode deixar seu quarto ordenado?

Estaria melhor dizer-lhes:

  • Esta desordem me irrita. Por favor, venha recolher suas coisas.

Humilhar

Essa é uma conduta que realmente nunca deveríamos ter em relação a um filho. Se o fazemos, se sentirá tonto. Ainda que a intenção seja fazê-lo compreender seus erros, o que conseguimos é que se sintam inúteis. Os danos que podemos lhe causar se o humilhamos em público são grandes: insegurança e envergonhado.

Portanto, evitemos frases deste tipo:

  • É que ela é uma tonta…
  • Tão grande e ainda fazendo xixi na cama!

Podemos dizer coisas assim:

  • Não é tão fácil aprender a usar o banho, não é? Podemos intentar novamente. O que acha?

Ameaçar

As ameaças significam perigo para a criança, e não geram mais do que insegurança e medo do mundo, freando seus instintos e a possibilidade de ser um sujeito autônomo, criativo e capaz de buscar soluções para os problemas.

Se a ameaça comporta o abandono, possivelmente fomentará sentimentos de dependência em suas relações pessoais.

Evitemos dizer:

  • Se você não vier agora mesmo, vou te até ai e você vai ver!

Digamos, então:

  • Venha por favor. Preciso falar com você!

Para ajudar a trabalhar os problemas de autoestima, recomendamos também a leitura de outras publicações:

Fazer previsões negativas

Baseados em experiências negativas no presente, muitos pais tendem a fazer previsões para a vida de seu filho. O que conseguem é que ele compreenda que não acreditam nele. Certamente, sua atitude diante da vida será pobre e pouco decidida.

Não diga coisas como:

  • Você nunca triunfará!

Procure dizer-lhe:

  • Bom, hoje você não foi muito bem, mas sei que pode fazê-lo.

Com todos esses exemplos, podemos perceber que é possível dizer o mesmo mas com palavras que não contribuam para evitar que nossos filhos tenham problemas de autoestima. Ao falar-lhes desde o respeito, eles sentirão que os compreendemos e entendemos seus sentimentos e comportamentos.

Inteligência Emocional

Na seção Inteligência Emocional aprendemos como ajudar nossos filhos a reconhecer e identificar as emoções corretamente. A partir do autocontrole emocional, a criança está preparada para vivenciar situações várias de uma maneira equilibrada. Descubra mais:

Disciplina Positiva

Através da Disciplina Positiva aprendemos a centrar-nos em potenciar habilidades em nossos filhos para que possam ser capazes de solucionar problemas por eles mesmos. Também reconhecemos que castigos físicos e psicológicos não são recursos que favoreçam a criar crianças com autonomia, responsáveis e independentes. Saiba mais:

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