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Atenção fragmentada pode ser interpretada como abandono

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Quem nunca se sentiu culpado por navegar no smartphone enquanto o filho estava ao lado, pedindo atenção? Claro que vem aquela justificativa “é importante, preciso responder essa mensagem…”, mas será que isso pode repercutir na relação entre vocês?.

Uma pesquisa realizada na Austrália mostrou que as crianças, cada dia mais estressadas com suas demandas, estão sedentas pela atenção dos pais, que por várias vezes se encontram consumidos pelo smartphone. Os resultados mostraram que elas se sentem ignoradas pelos adultos.

Os desejos dessas crianças eram simples: conversas respeitosas em que tenham alguém para ouvir o que julgam ser importante para elas. Infelizmente, quando estamos usando o smartphone, só conseguimos oferecer, no máximo, uma atenção parcial. Isso é interpretado por elas como abandono, como ser de “menor importância” do que está na tela, gerando mais stress, impactando negativamente nessa relação e levando a uma sensação de exclusão e abandono.

Alguns estudos mostram que só de estar na presença de um smartphone (mesmo que desligado) temos nossa atenção reduzida e nossas interações prejudicadas.

Não podemos exigir que as crianças deixem os eletrônicos de lado enquanto nós como adultos não conseguimos fazer isso. Tão pouco podemos esperar que elas nos procurem para conversar quando precisarem se a mensagem que passamos é a de atenção parcial.

A ideia desse post não é deixar um sentimento de culpa maior, é de nos fazer melhorar. Combinado?

* Texto de Reginaldo Freire, pediatra e neonatologista (@omeupediatra)

Disciplina Positiva

Através da Disciplina Positiva aprendemos a centrar-nos em potenciar habilidades em nossos filhos para que possam ser capazes de solucionar problemas por eles mesmos. Também reconhecemos que castigos físicos e psicológicos não são recursos que favoreçam a criar crianças com autonomia, responsáveis e independentes. Saiba mais:

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